Curiosidades

José de Alencar “previu” a Internet em 1855

Em maio de 1855, em uma de suas crônicas para jornais do Rio de Janeiro, José de Alencar parecia antecipar a internet (os grandes escritores têm mesmo esse poder “premonitório”).

O visionário José de Alencar.
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Em uma crônica de 27 de maio de 1855 publicada originalmente no Correio Mercantil” do Rio de Janeiro — republicada depois no livro Ao correr da pena (1873) — , além de parecer prever a internet, José de Alencar, o grande “inventor” da Literatura Brasileira, faz também uma importante e apaixonada defesa da liberdade de imprensa (“sem a liberdade de pensamento e de consciência, o homem não existe”), que deve ser lida e relida, hoje e sempre…

“Que poderá resistir a essa combinação do pensamento com a força, a ESSA UNIÃO DA PALAVRA COM A RAPIDEZ? Tempo virá em que do obscuro gabinete do escritor a pena governará o mundo, como a espada de Napoleão da sua barraca de campanha. Uma palavra que cair do bico da pena, DAÍ A UMA HORA CORRERÁ O UNIVERSO POR UMA REDE IMENSA DE CAMINHOS de ferro e de barcos de vapor, FALANDO POR MILHÕES DE BOCAS, REPRODUZINDO-SE INFINITAMENTE como as folhas de uma grande árvore. Esta árvore é a liberdade; a liberdade de imprensa, que há de existir sempre, porque é a liberdade do pensamento e da consciência, sem a qual o homem não existe; porque é o direito de queixa e defesa, que não se pode recusar a ninguém.